
Para começar meu trabalho no blog, vou comentar e postar um dos álbuns mais importantes para mim em vários sentidos.Historicamente a década de 1990 iniciou-se com várias mudanças políticas. Caiu o muro de Berlim, mudou-se o sistema de governo russo e os Estados Unidos tinham o velho mau costume de declarar guerra. Diante de tantas mudanças históricas, musicalmente também começaram a ocorrer mudanças. Há um certo tempo que os ritmos fundiam-se e surgiram nessa época tanto excelentes grupos como ótimas fusões feitas por grupos como
Bad Brains,
Faith No More e
Suicidal Tendencies, entre outros. Por outro lado, o thrash metal também demonstrava forças, ainda sem contar com tantas fusões. Este álbum é um exemplo claro disso.Após três álbuns: Killing Is My Business... And Business Is Good; Peace Sells, But Who’s Buying e So Far, So Good, So What?, o Megadeth mudou em vários pontos e lançou esse ótimo cd. Conta a lenda que Dave Mustaine e David Ellefson (os únicos membros originais nesta época) resolveram parar de se drogar e contrataram dois excelentes músicos para revitalizar a banda. Não que os álbuns anteriores sejam ruins, mas este tinha um feeling diferente, uma batida mais rápida e letras mais conscientes. Parecia até que Mustaine havia exorcizado de vez o fantasma de sua saída do
Metallica e resolveu lançar um álbum definitivo na sua carreira.O álbum inicia com "Holy Wars" e daí pra frente não tem sossego. A vinda de Marty Friedman do Cacophony injetou sangue novo no som, além de incorporar mais elementos jazzísticos, principalmente nos solos. Mas o que mais me impressionou na época foram os riffs. "Hangar 18" dá continuidade a seqüência. Inicia lenta e aumenta de velocidade. No final, Mustaine faz um duelo muito bom de solos com Friedman e a música encerra com o acompanhamento de Menza, que diga-se de passagem, é um excelente baterista. "Take No Prisioners" inicia nervosa e segue assim até o final enquanto em "Five Magics" tem umas quebradas de ritmo no refrão, antes de terminar de maneira acelerada novamente. Para os mais saudosistas ou para aqueles que, como eu, adquiriram o álbum em vinil, era hora de mudar o lado.Os dois primeiros sons têm seus bons momentos, mas destoam um pouco do restante do álbum. Há velocidade e precisão, mas moderadas. O thrash metal empolgante retorna em "Tornado of souls" (na minha opinião a melhor música do álbum). Depois disso aparece uma faixa que mais parece uma vinheta (seria por direitos autorais?), super estranha e até desnecessária, visto que a entrada da faixa-título (depois “plagiada” pelo
Guns’n’Roses "You Could Be Mine") fecha com chave de ouro o álbum.Sinceramente também gosto muito do Peace Sells, But Who’s Buying e do
Youthanasia, mas esse Rust In Peace une o thrash ao melódico e é uma aula de bom gosto musical. Agora é clicar
aqui para baixá-lo.
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