terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Antrhax - Spreading The Disease

Dentro dos 4 grandes do Thrash Metal (Slayer, Metallica, Anthrax e Megadeth), o Anthrax foi a terceira banda que eu mais curti delas (Minha ordem é naquela mesmo), pois conheçi tarde de mais, há uns dois anos atrás que me interessei pelo som deles. Toda vez que eu escuto o cd Among The Living, sinto aquela sensação de "por que eu não conheçi essa banda antes?" É simplesmente um clássico, não tem uma música que tu jogue fora ou seja meia boca, com um disco desses, com certeza a banda mereceu entrar no seleto grupo dos 4 grandes do Thrash. Spreading The Disease é o segundo disco da banda e foi lançado em 85 com a melhor formação que a banda ja teve. Podemos começar pelo vocal inconfundível de Joey Belladona, estreiando na banda, com sua voz aguda e marcante, diferente das outras bandas, e também a entrada do baixista Frank Bello, substituindo o baixista co-fundador Dan Lilker, com seu estilo enérgico e rápido de tocar, foi muito bem recebido pela banda e pelo público, fazendo ótimas trabalhos. Na bateria temos Charlie Benante, um dos precursores da bateria Thrash, junto com Lars Ulrich e Dave Lombardo e os guitarristas Dan Spitz e Scott Ian, membro fundador e único membro que foi do início ao fim da banda, convocando essa mesmo equipe em 2005, para fazer um dvd antológico e uma turnê com a banda. Como ja dito antes, o som é Thrash Metal de primeira linha, batera veloz, guitarras sujas batalhando nos solos e os vocais de Belladona, que para mim é o melhor dos vocais que passaram pela banda, acho que a voz de John Bush não tem muito ha ver com a banda e cantando clássicos como "Madhouse" ou "Caught In A Mosh", não ficam nenhum pouco legal. Banda de grande importância para o metal, mas que por aqui não tem seu devido reconhecimento, baixe o disco clicando na capa e saia cantando por aí "It's A Madhouse!"

Destruction - Metal Discharge

Falem, meus amigos! Desviando-se um pouco do CD, mas entrando em um assunto do blog, gostaria de saber se vocês estão passando por problemas com o servidor do badongo. Porque não é a primeira vez que alguém reclama de os cd’s estarem vindos incompletos. Por favor, deixem um comentário falando sobre a situação, pois, se o problema persistir, começaremos a hospedar no Rapidshare ou no 4shared o mais rápido possível. Obrigado.Para começar essa semana quebrando tudo, aqui vai mais uma banda alemã muito boa, o Destruction.Formado em 1982, sob o nome de “Knight of Demon”, a banda com muito trabalho duro conseguiu lançar suas demos e depois mudou o nome para Destruction.Além de grande nome do thrash mundial, o Destruction é uma das três bandas que formam o famoso trio de ferro alemão, que consta também com Kreator e Sodom.Fiel ao estilo até hoje (como pode ser conferido em seu último trabalho, Inventor of Evil) a banda lançou essa “descarga de metal” em 2003, para calar a boca daqueles idiotas que insistem em falar que “metal só é bom o ointentista”.O negócio aqui é sujo, pesado e marcante! Com a rifferama de guitarra bem típica de Mike e os vocais inconfundíveis de Schmier somados às viradas e pegadas de dois bumbos de Marc, este CD está entre um dos meu preferidos deles.Letras de puro ódio à raça humana, raiva, realismo, e, em algumas passagens, até protesto!Basta ler as traduções de “The Ravenous Beast” e “Desecrators (Of The New Age) para se ligar nisso aí. Na época, a banda fez turnê pelo nosso Brasil e foi muito bem aceita, além de ter a galera cantando os velhos clássicos junto, as novas foram muito bem aceitas também. No final de um show, em Belo Horizonte, se não me engano, o vocalista/baixista Schmier foi com os fãs para um boteco (boteco mesmo, daqueles de esquina e que só tem cachaça) e beberam até não agüentar mais!Os destaques, no meu gosto, são a faixa título, “Metal Discharge”, “Fear of the Moment”, a já citada “Desecrators (Of The New Age) e “Savage Symphony Of Terror”, pois são as de execução mais veloz. Por mais que as outras músicas sejam boas, vocês sabem que o meu negócio, atualmente, é som rápido!Como o Lipe é um cara muito gente boa, ele incluiu aí a banda tocando covers de Exploited, Metallica e Iron Maiden! ;)Então ta aí a dica! Confira clicando aqui e lembre-se:“METAL DISCHARGE! PAYBACK TO ALL THOSE LOSERS, THE ARMIES OF BLACK WILL DICTATE!!!”

Destruction - Sentence Of Death


Os alemães (visualmente) terroristas do Destruction começaram a carreira nos anos 80 (1982) e até hoje seguem espalhando o thrash metal pelo mundo. Sentence Of Death, de 1984, foi o primeiro material "pra valer" lançado pelo grupo, porque, antes disso, chegaram a lançar uma demo chamada Bestial Invasion Of Hell.Se o objetivo era chamar a atenção, com certeza eles conseguiram. Além de serem notáveis pelo visual, o Destruction começou quebrando tudo com esse álbum. Já na intro, que está grudada na faixa "Total Desaster", há uma rifferama de guitarra suja e rápida, que perde a sua velocidade com o tempo e, quando você menos esperar, na hora que tudo parece acabar, "BUUUUUM"!!! Uma bomba explode e começa "Total Desaster", com seus riffs totalmente hardcore, empolgantes e criativos. O vocal de "Schmier" (apelido do baixista Marcel Schirmer), é sujo e não tem muita técnica nem habilidade, porém é o tipo de voz que se encaixa perfeitamente com o som, compreende? Principalmente se você ler a letra, que é blasfêmia pura. Os gritos "possuídos" deixam um clima bem massa durante o som. O solo de guitarra é para quebrar tudo, o guitarrista Mike se puxou nessa aí. Na seqüência, "Black Mass" mostra um lado da banda mais influenciado pelo heavy metal. Os riffs são típicos do estilo, e essa música é legal também, mas não tem nada de tão grandioso como a seguinte, a clássica "Mad Butcher". Esse som serviu para batizar um outro álbum da banda e foi regravado diversas vezes, inclusive no recente CD Thrash Anthems. Som típico pra deixar o pescoço com lesões durante um show ou "headbang caseiro". A gritaria macabra de pessoas agoniadas abre "Satan's Vengeance", outro som que mostra o lado anticristo da banda. Hoje em dia, eles se preocupam mais em falar de temas do cotidiano, como guerras e violência. O álbum Metal Discharge deixou isso bem claro. Para fechar a bolacha (quem não se lembra dos carinhosos apelidos dos discos de vinil?), "Devil's Soldiers" não deixa a menor dúvida de que a banda tinha tudo para seguir em frente; e seguiu. Os outros álbuns lançados fizeram o sucesso mundial aparecer. Apesar da recaída nos anos 90, hoje em dia eles seguem firme tocando pelos maiores festivais de metal - Wacken, por exemplo - e com formação nova. Marc Reign, o baterista, veio com sua juventude para trazer a pegada destruidora de volta. Ao lado de Kreator e Sodom, Destruction é o outro pilar do Trio Alemão.Sentence Of Death, alguns anos após o lançamento, foi re-lançado junto com Infernal Overkill, portanto, se você procurar o original, de fato, só achará "2 em 1". Mais que bom isso, né? Download.

Korzus - Ties Of Blood

Tracklist:
01 - Guilty Silence
02 - Respect
03 - What Are You Looking For
04 - Screaming For Death
05 - Never Get Me down
06 - Punisher
07 - Evil Sight
08 - Correria
09 - Cruelty
10 - Ties Of Blood
11 - It Wasn't Me
12 - The Sadist
13 - Who's Going To Be The Next
14 - Peça Perdão
Download (Rapidshare):

Sepultura - Morbid Visions


Pára tudo, porque esse disco (disco porque é da época do vinil ainda) do Sepultura é muito foda e quase ninguém conhece! Isso aqui é sonzeira extrema, blasfemadora, empolgante, rápida e crua. Segundo álbum do Sepultura, mostrando que, cada vez mais, a banda estava revelando músicos surpreendentes. Quem nunca ouviu falar do Igor? Ou do Max? Ou do Andreas (tá certo que ele nem estava nesse álbum, mas mesmo assim...)? Creio que todo mundo que curte som pesado já!
Os muleques eram muito fodas! As músicas aqui são bem death/thrash e com umas letras bem influenciadas pelo black metal, ou seja, blasfêmia comendo solta junto com temas de morte, guerra e destruição. Com nervos à flor da pele você esperava o que desses caras que hojem lançam discos apenas "bons" mas não destruidores como esse?
Ah, é legal comentar também que nessa época eles usavam cabelos compridões, roupas de coro e cinturões com balas de metralhadora! Hhuauhahu! Bem clichê, mas é massa.
Poderia dizer muitas coisas, mas creio que você entenderá tudo se escutar pauladas como a faixa-título, "War", "Troops Of Doom" (que foi coverizada por várias bandas), "Crucifixion" e o disco inteiro que não deixa pedra sobre pedra! Tudo muito cru, ríspido e distorcido! :D
Sepultura era foda demais, minha gente! Foda mesmo é até o Arise, depois ficou muito normal.
Se você procurar o CD na loja, vai encontrar ele junto com o primeiro, o Bestial Devastation, e mais algumas bonus tracks que constam no CD zipado aqui por um preço bem acessível. Aqui em Campo Bom são R$25,00.
Faça o download aqui e sinta o ódio!

Megadeth – Rust in Peace

Para começar meu trabalho no blog, vou comentar e postar um dos álbuns mais importantes para mim em vários sentidos.Historicamente a década de 1990 iniciou-se com várias mudanças políticas. Caiu o muro de Berlim, mudou-se o sistema de governo russo e os Estados Unidos tinham o velho mau costume de declarar guerra. Diante de tantas mudanças históricas, musicalmente também começaram a ocorrer mudanças. Há um certo tempo que os ritmos fundiam-se e surgiram nessa época tanto excelentes grupos como ótimas fusões feitas por grupos como Bad Brains, Faith No More e Suicidal Tendencies, entre outros. Por outro lado, o thrash metal também demonstrava forças, ainda sem contar com tantas fusões. Este álbum é um exemplo claro disso.Após três álbuns: Killing Is My Business... And Business Is Good; Peace Sells, But Who’s Buying e So Far, So Good, So What?, o Megadeth mudou em vários pontos e lançou esse ótimo cd. Conta a lenda que Dave Mustaine e David Ellefson (os únicos membros originais nesta época) resolveram parar de se drogar e contrataram dois excelentes músicos para revitalizar a banda. Não que os álbuns anteriores sejam ruins, mas este tinha um feeling diferente, uma batida mais rápida e letras mais conscientes. Parecia até que Mustaine havia exorcizado de vez o fantasma de sua saída do Metallica e resolveu lançar um álbum definitivo na sua carreira.O álbum inicia com "Holy Wars" e daí pra frente não tem sossego. A vinda de Marty Friedman do Cacophony injetou sangue novo no som, além de incorporar mais elementos jazzísticos, principalmente nos solos. Mas o que mais me impressionou na época foram os riffs. "Hangar 18" dá continuidade a seqüência. Inicia lenta e aumenta de velocidade. No final, Mustaine faz um duelo muito bom de solos com Friedman e a música encerra com o acompanhamento de Menza, que diga-se de passagem, é um excelente baterista. "Take No Prisioners" inicia nervosa e segue assim até o final enquanto em "Five Magics" tem umas quebradas de ritmo no refrão, antes de terminar de maneira acelerada novamente. Para os mais saudosistas ou para aqueles que, como eu, adquiriram o álbum em vinil, era hora de mudar o lado.Os dois primeiros sons têm seus bons momentos, mas destoam um pouco do restante do álbum. Há velocidade e precisão, mas moderadas. O thrash metal empolgante retorna em "Tornado of souls" (na minha opinião a melhor música do álbum). Depois disso aparece uma faixa que mais parece uma vinheta (seria por direitos autorais?), super estranha e até desnecessária, visto que a entrada da faixa-título (depois “plagiada” pelo Guns’n’Roses "You Could Be Mine") fecha com chave de ouro o álbum.Sinceramente também gosto muito do Peace Sells, But Who’s Buying e do Youthanasia, mas esse Rust In Peace une o thrash ao melódico e é uma aula de bom gosto musical. Agora é clicar aqui para baixá-lo.

Sepultura - Beneath The Remains


Sepultura foi sempre uma banda constante aqui no blog, pois eu e o Julio têmos muita admiração pelos trabalhos da banda. O Julio curte mais os trabalhos dos primórdios da banda, como o que ele postou, Morbid Visions, onde o Sepultura ainda era uma banda com temática fortemente influênciada pelo Black Metal, e que a medida que ia crescendo, e com a entrada do guitarrista Andreas Kisser, começaram a fazer um som um pouco mais elaborado, e ganham também nas letras, que ficam mais sérias e largam o Death crú.Beneath The Remains foi o terceiro disco que banda lançou, e saiu em 89, época que os estilos Thrash/Death estavam em formação. Se você achava que esses estilos foi apenas gringos como o Death e Morbid Angel que criaram, enganam-se, o Sepultura teve uma importância imensa para a cena do Metal pesado, rápido e blasfemador. E é por este fato que você ouve pessoas falando coisas do tipo "O Sepultura é mais conheçido no resto do mundo, do que no Brasil". Bom, conheçido até é, como "Rock Pauleira", mas não é reconheçido como um grande nome da música, por isso que tiveram que tomar o mercado internacional, para depois começarem a tocar aqui.Este disco é um dos mais importantes da carreira dos mineiros, com a formação clássica, conseguiram fazer um cd rápido e pesado, o puro Thrash. Com o nome já divulgado dos outros dois discos, Beneath The Remains foi o primeiro disco do Sepultura a ter um enorme reconheçimento internacional, e que daí não parou mais, com o Arise e Chaos A.D., já não havia mais o que fazer, a banda já tinha seu sucesso garantido.Logo de cara, na música que leva o nome do disco, você já consegue sentir o ódio da bateria do incasável Igor Cavalera, que soca a bateria com uma vontade e uma força desumana, aliados aos riffs cortantes e rápidos de Kisser e o baixo pesadíssimo e inconfundível voz de Max um dos melhores sons do disco. Outras grandes músicas como "Lobotomy" (Que intro mais foda!), "Inner Self", "Mass Hypnosis", "Slaves Of Pain" e até um cover dos mutantes cantado em inglês, "A Hora E A Vez Do Cabelo Crescer" um dos grandes discos do metal mundial. Ta afim de conferir? clica na capa e faz o download, e se curtir compra esse disco aí, se encontra em quase todas lojas de cd por R$20 ou R$25,00, pouco comparado com o resto.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pantera - Far Beyond Driven

Pantera é bom demais e eu curto muito, então, se você tem uma opinião contrária, faça o favor de nem continuar lendo, até porque sua opinião está equivocada! Hahaha! Pois bem, quem diria que aquela mulecadinha, que começou a banda em 1981 tocando hard rock farofinha e inofensivo, iria virar uma das bandas mais polêmicas de todos os tempos. Amados por muitos; odiados por outros; criadores de um estilo único; donos de verdadeiros clássicos do som pesado, tais como Vulgar Display Of Power e The Great Southern Trendkill; enfim, esse foi o Pantera.Far Beyond Driven, de 1994, é o sétimo álbum da banda, mas pode ser considerado também o quarto da formação clássica. É um CD muito bom, pois possui diversas faixas que são uma tijolada na nuca. Começa quebrando tudo com "Strenght Beyond Strenght" e, nos minutos decorrentes, apresenta algumas músicas que se tornaram clássicas. Quais? "I'm Broken", "5 Minutes Alone" e "Slaughtered". A pancadaria é encerrada com um lindo cover do Black Sabbath: "Planet Caravan".Além de ter sido uma grande banda, os caras servem até hoje de influência pra muita gente. Atualmente, a prova mais visível é o Throwdown, em seu novo disco Venom & Tears. A quem ainda não sabe, o Pantera acabou em 2003 por motivos de brigas entre os membros. Após isso, Phi Anselmo deu continuidade ao Superjoint Ritual e Dimebag Darrel e Vinnie Paul fundaram o Damageplan.Download.

Exodus - Bonded By Blood

Formada em 1982, em San Francisco, Califórnia, por 5 cabeças, entretanto apenas 3 delas são mundialmente conhecidas. Quem são? Kirk Hammett, que no ano seguinte debandou para o Metallica; Gary Holt, um dos melhores guitarristas de metal de todos os tempos e Paul Baloff (R.I.P.), vocalista que tinha muito carisma com os fãs e uma das vozes mais raras e agressivas já escutadas no mundo da música. Não que os outros membros não eram competentes, mas realmente não há porque ficar falando deles, tanto que foram substituídos antes do primeiro álbum e devemos levar em consideração que Bonded By Blood é um clássico absoluto do thrash com muitas coisas boas a serem ditas a seu respeito.Mesmo sendo uma banda de alto nível e sempre lançando álbuns que vão de "bom" a "ótimo", nunca conseguiram o mesmo reconhecimento de nomes como o Megadeth, e digo que isso é um absurdo, a meu ver. Mas o nosso blog pode mudar isso, né? Vocês tem a oportunidade de conhecer o som dos caras e tirarem as próprias conclusões sobre se eles são ou não melhores que muita banda renomada.Não tenho certeza quanto a data de lançamento, mas creio que foi no final de 1984 ou começo de 1985. Independente disso, continua soando violento e original até os dias de hoje. Músicas como "A Lesson In Violence" e "Piranha" te mostram todo o poder do Exodus, e eu nem precisava falar mais nada, mas, mesmo assim, quero falar mais sobre esse álbum, pois não ficaria satisfeito em resenhá-lo sem dar alguns outros destaques que são merecidos.A pancadaria começa com a faixa título, esse som é caracterizado pelos riffs e solos de guitarra bem típicos de Gary Holt, um refrão agressivo em coro e os vocais agudos e ao mesmo tempo rasgados de Paul Baloff. Na seqüência, "Exodus" aparece com um riff de introdução matador, e depois os demais instrumentos entram numa velocidade muito empolgante. Esse riff é repetido inúmeras vezes, e novamente Paul Baloff manda uma linha vocal bem ao seu estilo, juntamente com alguns coros em algumas partes. Os solos, puta que pariu, são excelentes! Cada um dos guitarristas manda um, os dois de nível. "A Lesson In Violence" é uma das mais rápidas do disco, muito bem composta e trabalhada. O modo como Paul canta dizendo que "vai lhe ensinar uma lição na violência" é cheio de feeling, pura agressão mesmo! >:D Eu canto em bandas já fazem uns 3 anos, e afirmo a vocês: Mandar uns vocais assim é extremamente difícil. Mesmo quem tem a voz aguda (não é meu caso, mas...) sente dificuldade para fazê-la soar rasgada e agressiva ao mesmo tempo, tanto que se você escutar um metal melódico à la Stratovarius vai perceber que o lance é totalmente "inofensivo". E o que falar de um dos hinos do metal? A música "Metal Command" tem a letra que representa fielmente os headbangers da época, a instrumental mais empolgante do disco e o refrão mais chiclé, aquele que te obriga a gritar junto "METAAAALL COMMAAAAND!"! "Piranha" já começa rasgando tudo com uma intro de bateria e uns riffs muito bons de guitarra. O solo de Gary Holt é fenomenal, o cara realmente é bom naquilo que se propõe a fazer. As outras músicas seguem a mesma linha de violência, fazendo esse disco ser o melhor deles (na minha opinião, claro) sem nenhuma faixa ruim!Bom, agora vou lhes falar sobre algo que, creio eu, deve ser exclusividade do nosso blog. Lembram quando eu disse no post do D.R.I. sobre o Combat Tour, de 1985? Então, foi um evento com shows do Slayer, Exodus e Venom. Eu tenho esse show em vídeo, e usei um programa para extrair o áudio e transformá-lo em mp3. Essas músicas só existem em vídeo, nenhuma está registrada em CD ou vinil oficial. Como esse aqui é o post do Exodus, coloquei de bônus duas faixas do Combat Tour, "Piranha" e "Metal Command" (clique no link para assistir), para vocês verem como a banda era excelente ao-vivo. Infelizmente, Paul Ballof foi substituído e o único material ao-vivo com ele é essa apresentação do Combat Tour.Como todos devem saber, devido ao ano, a gravação não é das melhores se comparada ao que existe hoje em dia. Por isso, saiba que isso tudo que eu falei deve ser analisado com ouvidos dos anos 80. ;)Download da pérola: Aqui.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Nuclear Assault - Third World Genocide

O Nuclear Assault, desde o seu surgimento nos anos 80, sempre foi uma banda que mixa o thrash metal com o hardcore. Algumas pessoas a consideram uma banda de crossover, outras apenas thrash, outras thrashcore, enfim... É uma banda muito interessante com uma cara bem própria. Sempre com músicas de execução rápida, solos empolgantes, vocal esquisitão e com letras que vão desde a seriedade para criticar a destruição que o homem causa no planeta até fazer zuações com pessoas da mídia (Vince Neil, vocal do Mötley Crüe, por exemplo, na música “Buttfuck” do álbum Game Over).
Com tudo isso na carreira dos caras, o que podia se esperar de um álbum de 2005? Coisa boa, com certeza. A questão é que o álbum não agradou a maioria dos fãs. Eu fiquei bem satisfeito, creio que é um dos melhores álbuns que a banda lançou e tem tudo para ser um dos melhores dessa década. O problema dessa galerinha é que, pra maioria, pelo menos, tudo que não é anos 80 ou feito da mesma forma dos anos 80 é ruim. Virou clichê já, têm gente que nem escuta direito o CD e sai criticando e lançando a pérola: “Nem chega perto dos plays dos anos 80!”. Claro que não é a mesma pegada, pois eles não são mais muleques. Fazem mais de 20 anos, porra!As pessoas devem escutar isso aqui com ouvidos dos anos 2000. Devem enxergar que as bandas precisam dar uma mudada no estilo, para não fazerem um trabalho igual ao anterior.Third World Genocide é um dos álbuns mais diferentes do Nuclear, pois as músicas passam pelo thrashcore, heavy metal e até pelas zuações que já foram mencionadas. A masterização é boa também, guitarras sujas e pesadas, bateria bem largada, baixo com sonoridade bem destacada e os vocais esquisitões e agudos aparecendo em bom tom. Sobre o conteúdo lírico, vale destacar músicas como “Human Wreckage”, que possui uma crítica violenta e inteligente às religiões que fazem “gueras santas” e uma estrutura musical feita bem pra “bater cabeça”. “Price Of Freedom” e “Eroded Liberty” também são boas. Já as zuações ficam por conta de “The Hockey Song”, que é total grindcore com apenas 13 segundos, “Long Haired Asshole”, que é bem “funny country” e “Whine and Cheese”, que é um punk rock falando sobre um garotinho esquisito que lamenta sobre algumas coisas comendo queijo.Recomendo para apreciadores de heavy, thrash, hardcore, punk, crossover, etc...
Download aqui!

Nuclear Assault - Game Over e The Plague







Nuclear Assault - Game Over





Esse post aqui vai para os fãs do thrash/crossover anos 80, porque o Nuclear Assault é, com absoluta certeza, uma das melhores bandas dessa época dentro destes estilos.Formada em 1985 por 2 ex-membros do Anthrax, o guitarrista e vocalista John Connely e o baixista Danny Lilker, a banda teve seu primeiro lançamento apenas 1 ano após iniciar as atividades. Esse primeiro álbum foi o Game Over, e com ele a banda ganhou muitos fãs, desde os headbangers até os punks, conseqüentemente tornando-se um grande nome da Bay Area, a zona thrash americana. Esse primeiro álbum é caracterizado por riffs rápidos de baixo e guitarra, bateria pegada e os vocais extremamente agudos e um pouco rasgados, algo bem único de John. Dentre as 14 músicas, vale a pena destacar "Hang The Pope" (despenca para o grindcore), "My America" (curta e empolgante) e "Sin" (linha vocal surpreendente). As letras, como dá para imaginar, criticam o uso de energia nuclear para fins malígnos, como as guerras, por exemplo. Algumas outras tratam de temas políticos/sociais, e por isso o Nuclear é muito incluído no termo crossover, justamente por mixar o thrash metal com o hardcore.


Nuclear Assault - The Plague



Após essa estréia ruidosa, veio o EP The Plague, que mantém a mesma linha de som, só que dessa vez indo mais afundo nas letras, seja para criticar ou zuar. A música "Buttfuck" é em "homenagem" a Vince Neil, vocalista do Mötley Crüe, com uma letra de humor altamente negro. Destaca-se também a faixa "Justice", com letra e música instrumental muito boas.Após esses álbuns, tornaram-se uma banda muito conhecida nos EUA, fazendo diversas tours pelo país e até por alguns outros, mas até hoje soam meio underground aqui pelo Brasil. Falando nisso, já tocaram aqui, juntamente com o Sodom em 2002.No ano de 1992, com a ida de Danny Lilker para a banda Brutal Truth, o Nuclear não lançou mais nada, retornando apenas em 2003 com o álbum Third World Genocide e fazendo apresentações em mega-festivais como o Waken Open Air.Hoje em dia já nem escuto muito, pois estou começando a ficar mais fã de "new school", principalmente pelas gravações mais aprimoradas.Mesmo assim, se você é fã destes estilos, não perca tempo e baixe clicando aqui.














Nuclear Assault - Handle With Care


1989 foi um ano em que poucas pessoas davam importância às questões que envolviam o futuro do meio-ambiente. Aquecimento global, lixo nuclear, queimadas; poucas pessoas mesmo e quase ninguém da mídia dava importância a isso. Surpreendentemente, o Nuclear Assault deixou suas piadas e letras humorísticas de lado para abrir os olhos da humanidade a um futuro não muito distante. Não que isso não fosse feito antes, mas os discos eram ora sérios ora zoados. Handle With Care é uma obra-prima! Clássico absoluto do metal e hardcore ao mesmo tempo (crossover?), recheado de músicas nota 10 e com uma atitude radical! A capa e sua profunda ligação com o título, as letras, o clipe de "Critical Mass", o nível das composições. Para mim, sem dúvidas, esse é o melhor disco dos caras. Há um feeling matador, os rapazes conseguiram pôr nas músicas e em suas velocidades todo aquele feeling raivoso que havia preso dentro deles. Tudo isso está reunido aqui, para fraturar alguns pescoços. Nesse disco que houve a explosão total da banda, tanto que os álbuns seguintes não foram muito bem-sucedidos e incrivelmente a banda não perdeu estabilidade no cenário mundial. Ficou parada por algum tempo, de fato, mas existe até hoje. Muita gente criticou o último álbum do grupo, o Third World Genocide. Não entendo o porque! É um álbum ótimo... É, a galera parece que quer mais um Handle With Care. Só em sonho, filho! Isso aqui foi um momento único de inspiração.Download.

English Dogs - Forward Into Battle

Já conhecida por mistura Hardcore Punk com elementos de Heavy e Speed Metal após o lançamento do disco anterior, a banda foi uma das pioneiras do que mais tarde ficaria conhecido por Crossover, a sonoridade metálica foi ganhando cada vez mais espaço no som da banda, como este Forward Into Battle, que chega lembrar muito o primeiro disco do Metallica, Kill Em' All, seja pelo andamento das músicas "tum-pá-tum-pá" ou pela produção crúa, sem contar com a semelhança vocálica.Aqui a coisa ficou mais séria, agora com 10 músicas, todas elas com maior duração e uma preocupação maior no resultado final, acabaram sendo de melhor composição e produção, porém perdeu um pouco da intensidade do primeiro. Eu indico vêemente esta banda para aqueles que são fãs de Crossover ou Thrash Metal oitentistas, ou Punk-Rock antigão, um som direto e sem frescura.Atualmente, foi lançado uma versão em CD com os dois plays em um só, então tu pode conferir eles clicando em qualquer capa, pois virá o mesmo arquivo com os dois LPs's.

English Dogs - To The Ends Of The Earth

O Pedido foi feito há muito tempo, mas agora vai. English Dogs surgiu no início dos anos 80 na Inglaterra, junto com outras bandas da tal "segunda onda punk" ou "Punk's Not Dead", como G.B.H., Varukers e Discharge. Como as outras bandas, começaram tocando um punk-rock extremo, porém com o tempo, a banda começou evoluir e acrescentar elementos metálicos no som da banda. To The Ends Of The Earth foi o primeiro registro dessa fase, lançado em 1984, um EP com apenas 5 músicas, todas elas muito rápidas e nervosas, andamento punk com guitarras mais thrash, com bastante solos também, tudo sem muita produção, um prato cheio para aqueles que são fãs de bandas de Thrash genuinamente oitentistas.